Libras e sua história

A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinaisPB (língua gestualPE) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei.[1][2] É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como comprova o fato de que em Portugual usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).

Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis lingüísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem ítens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como qualquer língua, também existem diferenças regionais, portanto deve-se ter atenção às variações praticadas em cada unidade da Federação.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010


Musicalidade para surdos

Antes de abordarmos a presença da musicalidade na vida das pessoas surdas, temos de considerar a relação singular que elas estabelecem com a música propriamente dita.
A música é racional, é a emoção transcrita em linguagem humana, é a técnica. Ela pode transmitir ódio, paz, amor, tristeza, serenidade, patriotismo, inveja, júbilo, confiança, enfim, todas as emoções podem ser expressas nessa linguagem.
A musicalidade é emocional, é a expressividade que chega ao ouvinte, é o momento em que a música se reveste de significado. É o instrumento que temos para transformar sinais sonoros em emoção. É a musicalidade que capta e diferencia os diversos teores da música.
Dito isso, devemos considerar que, para os surdos, a expressão da musicalidade se dá pela vibração dos sons ou pela visão.
Os surdos podem perceber a musicalidade quando os sons graves lhes possibilitam sentir as vibrações. Dessa forma, podem interagir com a música e sentir as mais diversas emoções que o som é capaz de trazer. Para a pessoa surda, sentir a música é o mesmo que ouvi-la porque, na verdade, o cérebro processa a sonoridade e a vibração na mesma região. A maioria dos jovens surdos apreciam a balada, por gostarem de dançar esse ritmo musical. Neste caso, eles são envolvidos pela música e seu corpo todo sente a musicalidade.
Outra forma de fazer a musicalidade existir para os surdos é considerar sua natural habilidade visual, ou seja, fazer com que apreciem a música a partir do que veem. Quando as pessoas surdas olham os movimentos dos sinais, produzidos de maneira artística e poetizada, experimentam as mesmas sensações prazerosas que a música acústica transmite a quem a ouve.

Filmes educativos

http://www.filmeseducativos.com/
"Quando eu aceito a língua de outra pessoa, eu aceito a pessoa.Quando eu rejeito a língua, eu rejeitei a pessoa porque a língua é parte de nós mesmos.Quando eu aceito a língua de sinais, eu aceito o surdo, e é importante ter sempre em mente que o surdo tem o direito de ser surdo. Nós não devemos mudá-los, devemos ensiná-los, ajudá-los, mas temos que permitir-lhes ser surdo." Terje Basilier