Libras e sua história

A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinaisPB (língua gestualPE) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei.[1][2] É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como comprova o fato de que em Portugual usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).

Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis lingüísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem ítens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como qualquer língua, também existem diferenças regionais, portanto deve-se ter atenção às variações praticadas em cada unidade da Federação.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

A LINGUAGEM DAS MÃOS



São tantas as MÃOS que:
acariciam..
lutam...
desenham...
rezam...
levam...
trazem...
ensinam...
abraçam...
trabalham...
amamentam...
protegem...
escrevem...
digitam...
deletam...
abençoam...
alimentam...
libertam...
amam...
mãos, mãos... mãos negras, mãos morenas, mãos indígenas,mãos brancas, pobres, ricas, feridas, envelhecidas, pequenas, calejadas...simplesmente mãos que FALAM na LINGUAGEM DE SINAIS.

O que descobri:


Com este trabalho, descobrir muita coisa interessante, descobri que os surdos estão presentes em tudo, fazendo de tudo, pois são normais e capazes de muitas coisas.
Os surdos, estão nas artes, e são os melhores atores, com grandes habilidades para o teatro, com expressão corporal e facial invejáveis.
Estão nas Universidades, mesmo sem intérpretes, afirmando sua capacidade de aprendizagem.
Estão nos esportes, conquistando medalhas, mesmo sendo desconhecidos como atletas.
Estão nos diversos campos de trabalhos, e são os melhores empregados, devido a grande capacidade de concentração naquilo que fazem.
Descobri que grandes personalidades, pessoas surpreendentes, que marcaram a história foram surdos.

LIBRAS: ESCUTAR COM OS OLHOS!!!




A chave para uma boa comunicação com uma pessoa surda é o CONTATO VISUAL.
Quando duas pessoas conversam em língua de sinais é considerado rude desviar o olhar e interromper o contato visual.
Uma das dificuldade em aprender LIBRAS é nossa falta de treino na grande tarefa E HABILIDADE de ESCUTAR COM OS OLHOS!
Durante o dia, chega em nossa mente, muitas imagens... algumas nos marcarão e permanecerá mais tempo em nossa mente, outras serão apagadas. Penso que precisamos crescer no Escutar com os olhos, ou sejam, ter os olhos da admiração, da indignação( e não do conformismo), da contemplação, da interioridade, os olhos de Deus, que observando a criação no sétimo dia exclamou: "TUDO É MUITO BOM!"
é preciso exercitar os olhos para ver mais as belezas que os fracassos. É necessário, exercitar os olhos para interpretar a linguagem das mãos de quem, por muitas vezes, é excluído do direito à comunicação em vários espaços de nossa sociedade.
Então, que tal Blogar em LIBRAS ?
Se você souber alguma coisa, tente usar os sinais. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, as tentativas na comunicação são apreciadas e estimuladas.
Se precisar usar um bilhete, pode escrever sem constrangimento, o importante é se comunicar!
"A gente pode morar numa casa mais ou menos
Numa rua mais ou menos,
Dormir numa cama mais ou menos,
Comer uma comida mais ou menos...
A gente pode olhar em volta e sentir
Que tudo está mais ou menos.
Tudo bem.
O que a gente não pode mesmo, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos,
Ser amigo mais ou menos, acreditar mais ou menos...
Senão a gente corre o risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos."
( Poesia atribuída a Chico Xavier )

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


Musicalidade para surdos

Antes de abordarmos a presença da musicalidade na vida das pessoas surdas, temos de considerar a relação singular que elas estabelecem com a música propriamente dita.
A música é racional, é a emoção transcrita em linguagem humana, é a técnica. Ela pode transmitir ódio, paz, amor, tristeza, serenidade, patriotismo, inveja, júbilo, confiança, enfim, todas as emoções podem ser expressas nessa linguagem.
A musicalidade é emocional, é a expressividade que chega ao ouvinte, é o momento em que a música se reveste de significado. É o instrumento que temos para transformar sinais sonoros em emoção. É a musicalidade que capta e diferencia os diversos teores da música.
Dito isso, devemos considerar que, para os surdos, a expressão da musicalidade se dá pela vibração dos sons ou pela visão.
Os surdos podem perceber a musicalidade quando os sons graves lhes possibilitam sentir as vibrações. Dessa forma, podem interagir com a música e sentir as mais diversas emoções que o som é capaz de trazer. Para a pessoa surda, sentir a música é o mesmo que ouvi-la porque, na verdade, o cérebro processa a sonoridade e a vibração na mesma região. A maioria dos jovens surdos apreciam a balada, por gostarem de dançar esse ritmo musical. Neste caso, eles são envolvidos pela música e seu corpo todo sente a musicalidade.
Outra forma de fazer a musicalidade existir para os surdos é considerar sua natural habilidade visual, ou seja, fazer com que apreciem a música a partir do que veem. Quando as pessoas surdas olham os movimentos dos sinais, produzidos de maneira artística e poetizada, experimentam as mesmas sensações prazerosas que a música acústica transmite a quem a ouve.

Filmes educativos

http://www.filmeseducativos.com/
"Quando eu aceito a língua de outra pessoa, eu aceito a pessoa.Quando eu rejeito a língua, eu rejeitei a pessoa porque a língua é parte de nós mesmos.Quando eu aceito a língua de sinais, eu aceito o surdo, e é importante ter sempre em mente que o surdo tem o direito de ser surdo. Nós não devemos mudá-los, devemos ensiná-los, ajudá-los, mas temos que permitir-lhes ser surdo." Terje Basilier 

sábado, 6 de novembro de 2010

Informações sobre o Prolibras

Prolibras
MEC dispõe sobre o Programa para a Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Libras e em Tradução e Interpretação, que será realizado a partir 2011 pelo Instituto de Educação de Surdos
-
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA NORMATIVA Nº 20, DE 7 DE OUTUBRO DE 2010

Dispõe sobre o Programa Nacional para a Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras e para a Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa - Prolibras.
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições, e:
Considerando a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais;
Considerando o Decreto nº 5.626, de 22 dezembro de 2005, que regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, e o artigo 18 da Lei nº 10.098 de 19 de dezembro de 2000;
Considerando o Decreto nº 6.320, de 20 de Dezembro de 2007, que dispõe, dentre outras, sobre as competências do Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES;
Considerando a Lei nº 12.319, 1º de setembro de 2010, que regulamenta a profissão de Tradutor Intérprete de Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS; resolve:
Art.1º O Programa Nacional para a Certificação de Proficiência em Libras e para a Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação de Libras/Língua Portuguesa - Prolibras, será realizado, a partir 2011, sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES.
§ 1º O objetivo do Prolibras é viabilizar, por meio de exames de âmbito nacional, a certificação de proficiência no uso e ensino da Libras e de proficiência na tradução e interpretação da Libras.
§ 2º Os exames do Prolibras serão realizados, anualmente, nos Estados e no Distrito Federal, até 2015.
§ 3º O Prolibras será desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação Especial/ SEESP e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP.
Art. 2º Caberá a SEESP analisar e emitir parecer sobre o plano anual de execução do Prolibras.
Art. 3º Caberá ao INEP subsidiar as ações do INES, no que diz respeito à concepção e metodologias de avaliação.
Art. 4º Caberá ao INES a realização do Plano Anual de Execução do Prolibras.
Art.5 º A realização do Prolibras envolve:
I - Planejamento da execução anual do Programa;
II - Coordenação Geral do Programa;
III - Publicação de Edital dos exames, estabelecendo as regras para cada edição;
IV - Estabelecimento de parcerias e contratações para a aplicação dos exames;
V - Elaboração e correção das provas;
VI - Aplicar as provas, o que envolve a definição e distribuição dos inscritos nos locais de aplicação, a formação de profissionais para a aplicação e a supervisão do processo;
VII - Certificação dos aprovados nos exames;
VIII - Divulgação dos resultados dos exames;
IX - Relatório anual da execução do Programa;
X - Manutenção de banco de dados de profissionais certificados;
Art. 6º As despesas para a execução do Prolibras correrão à conta da dotação orçamentária do Instituto Nacional de Educação dos Surdos - INES.
Art. 7º Instituir Comissão Técnica do Prolibras com atribuição de realizar estudos técnicos de acompanhamento e avaliação da execução do Prolibras.
Parágrafo único. A Comissão Técnica, designada e coordenada pela SEESP, será composta por 7 (sete) membros representantes da SEESP, do INES, do INEP, da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos - FENEIS e de profissionais da área de educação bilíngüe, de instituições de educação superior.
Art. 8º Revoga-se a Portaria Normativa do MEC nº 7, de 22 de agosto de 2008.
Art. 9º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dicionário Digital
A Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC) produziu o Dicionário Digital na Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, no formato CD-Rom. Foram distribuídos cerca de 15 mil dicionários para todo o País. Espera-se que cerca de 50 mil estudantes de escolas públicas brasileiras utilizem o material.

O CD-Rom apresenta as palavras em movimento na Língua de Sinais. Este produto foi criado para auxiliar a capacitação de professores que irão trabalhar com alunos deficientes auditivos do Ensino Fundamental.

Outro material de suporte para o ensino-aprendizagem da LIBRAS é o Dicionário Enciclopédico Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira (Português, Inglês e Língua de Sinais), elaborado pelo professor Fernando César Capovilla, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (em versão impressa).

Composição do Dicionário de LIBRAS

Publicado pela Edusp, o Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira apresenta dois volumes, num total de 1.620 páginas. Contém três capítulos introdutórios, um corpo principal de sinais, um dicionário Inglês-Português, um índice semântico, três capítulos de Educação e três de Tecnologia em Deficiência Auditiva.

Preparação

Durante cerca de cinco anos foram elaboradas pesquisas no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, com o apoio de várias organizações e professores especializados da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos. O dicionário foi aprovado após inúmeras reuniões e aperfeiçoamentos no Laboratório de Neuropsicolingüística Cognitiva Experimental da USP.

Prêmio Jabuti 2002

Pela sua relevância, o Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira foi indicado pela Câmara Nacional do Livro ao Prêmio Jabuti 2002, na categoria de Melhor Livro de Educação e Psicologia.